domingo, 12 de fevereiro de 2012

Guayaquil

A viagem... de carro


Para não cair na tentação de viajar novamente naqueles cômodos e gratificantes ônibus equatorianos – o expresso sucre, contratamos Javier, nosso guia em Cuenca para nos levar até a cidade de Guayaquil.
E a partir daí foram só surpresas. Pensávamos que esta cidade seria apenas um local de pulo do continente para Galápagos. Pelo que vimos a maioria dos turistas faz isso mesmo ou até mesmo nem chega aqui. Vai de Quito para o arquipélago. Mas o que nos esperava era bem melhor. Não melhor que Quito e Cuenca, mas diferente.
A viagem duraria em torno de três horas. Ainda em Cuenca, andamos por uma parte residencial da cidade, bem diferente do centro histórico. Novamente muitas crianças com seus diferentes uniformes.
Cuenca fica a 2.613 metros nos Andes e Guayaquil, 8 metros e localiza-se na Costa.
É uma pequena grande diferença. Muda tudo, a vegetação, o clima, sem falar, é claro, no relevo. Só que para ir de mais de 2 mil metros para menos que 10 metros foi necessário fazer umas voltinhas neste relevo tão diverso.


Passamos pelo Parque Nacional Cajás de 28 mil hectares. A estrada atravessa lateralmente o parque e, portanto é necessário comprar ingresso para passar por ele. E mais, temos apenas 30 minutos porque caso contrário caracteriza permanência no parque. Javier nos conta que o local está povoado por alguns animais da região, como o veado, onça parda, coelhos, jaguatirica, alpacas, lhamas, diversos pássaros, umas 152 espécies, como condor andino, pato, guacamaias que são papagaios, beija-flor, tucano, gaivota.



O parque leva o seu nome da palavra quíchua "caxas", significando "frio". Outra versão de seu nome é a aparência produzida pelo tipo de formação geológica, que é "caixas" onde estão as lacunas (lagos). Aqui se originam vários rios como o Tomebamba que flui através do vale da cidade de Cuenca.



altitude: 4.167 metros


Paradouro “Três Cruzes”

eu e Javier


Estacionamos no Paradouro que se chama “Três Cruzes”, ponto mais alto do parque, tiramos fotos e sentimos a altitude: 4.167 metros e uma vista panorâmica. No século XIX foram encontrados três corpos congelados neste lugar. Enterraram e colocaram as cruzes.



Quando começamos a descer a neblina tomou conta da estrada que é muito bem sinalizada e em ótimo estado de conservação. Tem três anos e foi feita com placas de concreto. Torna-se impossível ver algo além da sinalização da estrada.


Parque Nacional de Cajas



Subir e descer de forma tão ligeira faz com que sintamos ainda mais os efeitos da mudança de altitude.
Em todo o momento encontramos trabalhadores em capas amarelas fazendo reparos devido a deslizamentos ou acumulo de galhos que impedem o escoamento da água da chuva. .Algumas destas pedras tinham mais ou menos o meu tamanho, 1m69! Vimos pequenas cachoeiras se formando nas encostas, mas não há poças, as enormes canaletas que circundam a estrada somada a limpeza, dá conta do recado. Mas que dá medo, dá!


"pequenas" pedras que acabam caindo na estrada ...


Javier nos fala de duas empresas municipais que fazem a manutenção, uma de Cuenca e outra de Guayaquil. Poderíamos aprender com eles. Os trabalhadores parecem ter uma disciplina militar por sua postura e prontidão.
Passamos pelo “Mirador de Los Ande”s e não vimos nada. Aliás, a cerração estava lindíssima. Não era possível ver um palmo na frente do nariz. Javier nos diz que não é normal a cerração estar tão fechada nesta época e que talvez levemos mais que três horas de viagem. Ainda bem que não estamos no Expresso Sucre!


A pressão nos ouvidos é muito grande nesta descida. Algumas placas vermelhas de aviso sobre falhas geológicas e deslizamentos. A descida é difícil, neblina, caminhões, chuva, estrada em forma de S o tempo todo. A transição dos Andes para a planície não é nada sutil.
Mas assim que começamos a chegar nas planícies o exuberante verde retorna em todas suas tonalidades. Vemos plantações de banana e cacau, milho e arroz que tomam conta dos campos. No horizonte, campos e pequenas montanhas, típicas da região da costa. Os Andes ficou para traz.


Passamos por várias cidadezinhas, muito pobres, algumas com palafitas, típicas de cidades de beira de estrada. De um lado da estrada plantações, de outro, uma enorme construção de uma canaleta gigante para conter as águas e as inundações. A estrada fica feia. Os vaqueiros entram e saem da estrada com seus rebanhos.
Na entrada de Guayaqui pela parte norte da cidade passamos por duas enormes pontes sobre o rio Guayas que se abre como um leque sobre a região.


Entrada Norte de Guayaquil


Mesmo não tendo mais as características das cidades históricas, os prédios conservam as colunas na parte térrea, agora não mais sustentando os grandes balcões, mas sim o restante dos edifícios.


Guayaquil

Guayaquil é a cidade mais populosa do Equador, e também o principal porto do país. Situa-se na margem do rio de Guayas, que desemboca no golfo de Guayaquil, no Oceano Pacífico.
Durante a época da colônia Guayaquil ocupou um lugar muito importante. O comércio e a navegação foram a sustentação da economia. Seu porto era e é fundamental para o Equador.


rio Guaias e a cidade ao fundo


Em 1896, ocorreu o maior incêndio da história de Guayaquil, conhecido por isto como o "Grande Incêndio". Aproximadamente, a metade da cidade de então se queimou, além deste, outros incêndios também ocorreram em épocas diferentes. Um dos museus é exatamente o “Museo del Bombero”.

Guayaquil foi reerguida por diversas vezes, talvez por isso mesmo não tenha guardado em suas ruas e prédios a história como as demais cidades equatorianas. Foi ocupada por modernos edifícios e largas avenidas. Algumas contam com sete faixas para carros, todas no mesmo sentido, sem contar as faixas para estacionamento. Atravessar ruas como estas, apesar da sinaleira, é uma aventura e tanto.


0 calor é uma constante, tem períodos de chuva mas logo, logo o sol retorna. É muito quente e abafado.
Ficamos no Man-Ging Hotel Galeria, na Av 9 de Outubro, além de ser a data de independência do país, que foi em 1820, também é a avenida principal ligando o Malecón 2000 (antigo Malecon Simon Bolivar) ao Malecon del Estero Salado, dois parques da maior importância para a cidade, ambos a beira do rio Guayas, um ao sul, outro ao norte.
O hotel conta com obras dos principais artistas equatorianos e muitos seguranças vestidos de terno preto, todos com fones de ouvido. Até parece 007 em ação. É bem engraçado sair de uma realidade cultural tradicional para esta daqui. Mas, da mesma forma que em qualquer lugar do Equador, a gentileza e a amabilidade imperam.


Hotel Man-Ging


A primeira coisa que me chamou a atenção ao chegar nesta metrópole cosmopolita foi o prédio do Banco Central, em frente ao hotel, ele é demais.

Banco Central


Os dois Malecons são limpíssimos, a todo o momento funcionários uniformizados estão limpando e lavando, muitos guardas que funcionam não somente como policiais mas também como auxiliares com informações sobre qualquer assunto relacionado com a cidade. São cercados, com jardins, fontes, restaurantes, bares, praças de alimentação, banheiros, garagem, lagos e brinquedos para as crianças – aliás, a infância por aqui é muito bem cuidada e educada –, e o melhor: são gratuitos.

Malecon 2000

O Malecón 2000 conta também com museus, biblioteca, lojas, cinema, monumentos e docas, já no Malecon Salado, encontra-se o Centro Universitário, esportes como caiaque e algumas pontes.


Malecon Salado

Fomos até a Torre do Relógio ou a Torre Morisca, construção de 1770, dentro do Malecon 2000 para pegarmos algumas informações sobre a cidade. Um novo guia se apresentou muito dedicado, vibrava a cada nova descoberta que fazíamos. Era como se ele estivesse redescobrindo a cidade conosco.



Torre Morisca - foto da internet


No centro do Malecon 2000, na praça que chamam de “La Rotonda”, encontramos as estátuas do venezuelano Simón Bolívar e do argentino José de San Martín, simbolizando o encontro secreto realizado por esses dois heróis da independência da América do Sul, na Guayaquil de 1822, que resultou no acordo que gerou a Gran Colômbia, unindo na mesma bandeira Venezuela, Colômbia e Equador.

No final do Malecon 2000 encontramos o belo "Museo Antropológico del Banco Central" dei Ecuador.e o bairro de Lãs Penas que é o bairro mais antigo e já foi o mais importante de Guayaquil, onde muita gente importante morou, como presidentes, industriais e ricos. Já pegou fogo algumas vezes e foi restaurado.

Las Peñas


Hoje é um bairro de músicos, artistas e poetas e é o centro da boemia da cidade além dos ateliês e lojinhas. Os bares e restaurantes tem uma placa em sua entrada anunciando a capacidade que cada um tem, variando de 27 a 200 pessoas.


Escadarias de Las Peñas


ara conhecer o local é necessário subir os 444 degraus. Lá em cima encontra-se um farol e uma vista estonteante. É claro que a noite não fomos na boemia subir tudo de novo.


eu cheguei lá!



Que mais fizemos? Além de descansar um pouco...
• A cidade conta com muitos museus antropológicos, etnológicos e históricos, isso sem falar dos de arte contemporânea. Os museus contam com uma maneira toda especial de expor os objetos e maquetes. São muito bonitos e contam a história de todo Equador. Vimos também as cabeças reduzidas e estátuas enormes de cerâmica, entre tantas coisas belas.
• Guayaquil tem também a “zona franca” que dá medo até de passar por perto, um camelódromo tem mais espaço e segurança. Isso sem falar que não se sabe exatamente de onde vem e se não é falsificado o produto.
• Passeio de barco, com direito a tripulação estar vestida de piratas.

• Pisar em cocô na calçada da Praça da Matriz, ou catedral e só descobrir depois o porquê que uma iguana passou por mim bem faceira da vida, como se o local fosse dela. – É dela, era o Parque das Iguanas. Elas vivem no centro da cidade, entre as pessoas numa boa. Aliás, não vi nenhum cachorro fazendo cocô na rua, só iguana.

Igreja Matriz

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Cuenca e Ingapirca

A viagem...

Acordamos bem cedinho em Quito. Na noite anterior havíamos arrumado as malas. Também nos informamos das condições dos ônibus já que os para Otavalo não tinham banheiro. Nossa viagem agora poderia durar de 8 a 10 horas, portanto...
As estradas do Equador são ótimas e grande parte delas está sofrendo melhorias, como a duplicação de pistas. A estrada que pegaremos para a cidade de Cuenca é a mesma que fomos para Otavalo: a Panamericana Norte e agora, a Panamericana Sul. O conceito desta rodovia é a ligação das três américas por meio terrestre, iniciando-se em Ushuaia, no estremo sul da Argentina e terminando em Prudhoe Bay, no Alasca, EUA. Não sei como está em outros países, mas no Equador ela está ótima.

Estrada Panamericana

Saímos sem passagem comprada pois a informação era a de que saem ônibus de hora em hora. Fomos em um ônibus da empresa Sucre para a Província de Azuay localizada na parte sul da cordilheira andina do Equador, cuja capital é Cuenca. O centro histórico da cidade foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1999.

Antes de embarcar fomos aos servicios higiênicos, extremamente limpos, paga-se 10 centavos para urinar e 15 centavos para o restante. Saímos pontualmente as 10h06min. com chuva e com apenas onze passageiros. Nos esbaldamos esticando as pernas na poltrona do lado, afinal a informação era de que o trajeto era direto, sem paradas então teríamos duas ou mais poltronas para cada passageiro.
Pois sim! Da mesma forma que a ida para Otavalo, o auxiliar (agora são dois rapazes) coloca a cabeça para fora e grita CuencaCuenca!!!! A diferença é que o ônibus dá uma paradinha pois algumas pessoas estão com malas.
Passamos por Cotopaxi, um dos vulcões do Equador, mas não vimos nada. Além da chuva estava muito nublado, uma pena.


Na segunda parada, às 10h40min, ainda chovendo, entra um senhor com um saco enorme de papas fritas e distribui provinhas. Sai e logo após retorna com um aramado enorme, cheio de saquinhos com papas e garrafas de água e refrigerante amarradas pelo gargalo e penduradas em seu ombro. O rapazote do banco de trás liga seu pequeno celular com sua música favorita, que não é a minha, num tom para que todos possam compartilhar de sua generosidade. Após um prévio aviso de um dos passageiros o celular é desligado. Começa o sistema de som do ônibus, com música e informação. Após passar por um pedágio, o ônibus sai da estrada principal e começa um entra e sai de cidadezinhas nem sempre agradáveis. CuencaCuenca!!!! Entre os passageiros que sobem, agora está um parado no meio do veículo com flauta e caixas acústicas. Inicia-se o show. Depois de uns 20 minutos faz propaganda de seus cds e passa a caixinha.




Lá pelas 12h45min o ônibus para novamente. CuencaCuenca!!!! Agora na cidade de Ambato, local para troca de ônibus para quem quiser ir para a cidade de Baños. Muitos passageiros descem e um batalhão de passageiros, vendedores e palestrantes sobem. Neste momento inicia-se a grande feira, vende-se de tudo: empanadas, papas, frutas, água, refrigerante, jornal, filmes, cds, gelados... O cheiro ficou aquilo depois de cada passageiro comer algo diferente. Para dar mais brilho ao trajeto e não deixar a peteca cair, um senhor para na frente do primeiro banco e dispara uma verborragia enloquecedora. A palestra é sobre enfermidades, qualquer uma, e como cura-las, a todas. Iniciou pedindo desculpas e licença para falar 10 minutinhos. Passaram-se 40 minutos e mais um pedágio e o chato continuava. Depois de mais 10 minutos começou a vender um vidrinho e um livro. Passada uma hora e o chato se calou. Eu já estava sentindo todas as dores e doenças que ele falava.





Às 14 horas paramos em Riobamba para um almoço. Nossa, melhor não comer nada. Nada de nada, até a água engarrafada era suspeita. Ainda bem que tínhamos nossas barrinhas de cereais e banana que roubamos no café da manhã. Após exatos 20 minutos o motorista entrou no ônibus, deu a partida e fomos embora. Nem sequer conferiu se todos os passageiros estavam lá. Por volta das 16 horas, ônibus lotado, quatro passageiros em pé e um novo palestrante.




Vendas na beira da estrada
Continuava chovendo. ÀS 18 horas escureceu e ascenderam as luzes do ônibus. Oh! Luzes redondas nas cores azul e laranja, tipo néon, lembravam uma seqüência de discos voadores, tipo um engarrafamento. Uau!!
Luzes que se ascenderam ao entardecer

19ºC – 19h20min – continuamos bravamente para Cuenca
19h33min – dizem que daqui a dois minutos chegaremos
19h40min – CHEGAMOS!!!
E só agora entendi a cara que fez o rapaz do hotel em Quito quando falamos que iríamos para Cuenca de ônibus.


Cuenca





Praça Calderon, ao fundo nova catedral sem as torres



Hotel Cuenca

Nos hospedamos no Hotel Cuenca no Centro Histórico desta bela cidade. Como a maioria das casas coloniais de Quito e de Cuenca, nosso hotel tinha um pátio interno para onde davam todos os demais cômodos. Não é permitido reformar estes imóveis pois são tombados pelo patrimônio mas pode-se realizar algumas melhorias para que os prédios tenham uma funcionalidade nos dias de hoje. E são de uma beleza incrível.




Plaquinhas informativas para que senhores e senhoras não errem a porta dos baños





Fizemos um tour num ônibus de dois andares e a chuvinha que caia impediu que seres mais sensíveis fossem lá para cima pois no andar superior não tinha teto. Mesmo assim valeu. Saímos da Praça Abdon Calderon. Este senhor que dá nome à praça foi um dos que lutaram pela independência do Equador e sendo reconhecido por Simon Bolívar postumamente.





Na Praça Central encontramos a Catedral da cidade. Na verdade as duas catedrais. De um lado a catedral antiga, pequena, branca e hoje funciona um mosteiro, Catedral Vieja. Do outro lado a catedral nova, enorme, escura. Conta com três cúpulas brancas que destoam do estilo arquitetônico e ficam bem no meio do prédio. Na frente, duas imponentes torres se apresentam sem as cúpulas. Conta a história que um alemão, dito arquiteto ergueu a catedral mas errou nos cálculos das torres que ficaram, desde sua criação sem o acabamento das cúpulas.




Praça Calderón
A cidade é cortada pelo rio Tomebamba. De um lado o centro histórico, de outro, ao sul, a cidade nova. É neste lado que fica um lugar que já foi sagrado e onde faziam oferendas. É a parte mais alta de Cuenca, hoje tomada por antenas dos meios de comunicação, mas a vista é magnífica.

Rodeando o rio Tomebamba, dos dois lados, um parque com brinquedos para crianças, caiaques, pista de ciclismo e de caminhadas e El Barranco, onde encontramos casas muito bonitas nas margens do rio.
As roupas das mulheres são multicoloridas contratando com o preto elegante de Otovalo. Aqui não existe uma cor predominante. Assim como em Quito, o povo é atencioso, querido e muito formal.





Rio Tomebamba

O Museu do Banco Central Pumapungo conta com um sitio arqueológico restaurado e muito bem conservado, além é claro do próprio museu que é super completo. Tudo isso no centro histórico da cidade. Vestígios de civilizações pré-colombinas podem ser vistas no fundo do edifício estas são as escavações das ruínas incas de Tomebamaba.





Pumapungo





O transito é um pouco caótico, muito carro para um centro antigo, buzinas se ouve o tempo todo e os cruzamentos estão sempre trancados. Um aspecto superpositivo que chama a atenção é a quantidade de escolas, cada qual com seus uniformes diferentes.




A sociedade equatoriana preza pelos costumes mas também está aberta ao novo






rua de Cuenca

Aqui se dança salsa também. Entramos em um salão e ficamos no mezanino, melhor lugar para sentir a sensualidade deste povo.

Também foi aqui que conhecemos o Javier, um guia que trabalhava na empresa de turismo do ônibus de turismo. O que foi ótimo pois ele nos levou até Guayaquil, a maior cidade equatoriana, já não mais nos Andes, agora na costa.


Ingapirca

Pegamos uma van na Praça Calderon, estavam conosco, franceses, estadunidenses e canadenses junto com nosso guia Javier e saímos em direção as cidades de Ingapirca, Gualaceo e Chordeleg. A primeira é o complexo arqueológico mais importante e conservado do Equador, as outras duas são pequenas cidades. Chordeleg é uma palavra canari que significa “choro de ouro ou lágrimas de ouro”. Além do mercado a cidade conta com uma produção de cerâmica e muitos pontos de venda de artefatos em ouro e prata. A cidade é muito feia e tem um aspecto bem pobre. As colunas que sustentam os balcões dos prédios são muito finas dando um ar bem suspeito quanto as construções.





Mercado Público de Chordeleg





A religiosidade está muito presente





Mercado livre em Gualaceo

Em Gualaceo encontramos um mercado livre multicolorido. Esta cidade é conhecida como o Jardim de Azuay por ter mais de 50 qualidades de orquídeas. No caso não vimos nenhuma, deve ter uma estação específica.




Mercado livre em Gualaceo





Na estrada, vários locais com falhas geológica muito bem sinalizados. As tonalidades de verde impressionam. Durante todo o trajeto saltam bares improvisados na beira da estrada, todos com porcos assados, comida muito apreciada por estas bandas.


porquinho apreciado pelos equatorianos



“fabrica” de chapéu panamá em Chordeleg





Pegamos uma estrada de terra, esburacada, passamos pelo povoado de São Pedro e lá pelas 10h40min chegamos a Ingapirca.






Ingapirca




Fomos até o templo da lua, a cerca de 3.160 metros. Começou a chover e o frio aumentou. Notamos que o guia estava de luvas de lã. Nós, tipo cebola, estávamos bem com uma supercamada de roupas, preparados para qualquer estação, desde manga curta até casacos para chuva. Era só tirar ou colocar. Os estadunidenses e os canadenses se deram mal. Assim como chove, abre sol.




Ingapirca - Templo da Lua

O tempo fechou e fez 5ºC, estava um frio danado mas nem reparamos tamanha beleza e encantamento do lugar.





"Na terra do milho logo chega-se a Ingapirca, que significa ''paredes de pedras dos incas''. Ela fica na província de Cañar, a 40 minutos de Cuenca e a 4.000 m de altitude. A geometria da cidade se baseia em três formas circulares que remetem aos elementos fogo, água e ar. Entre as ruínas, vestígios dos Templos do Sol, de 500 d.C., e da Lua, de 900 d.C., época em que ''as mulheres trabalhavam no campo, enquanto os homens, polígamos, ficavam em casa fiando, tecendo e cuidando das armas e do rosto'', conforme relatos dos conquistadores espanhóis."