sábado, 24 de agosto de 2013

Amsterdam – Holanda/Países Baixos

 A Holanda é também conhecida como os Países Baixos. Na verdade, o nome correto do país é Países Baixos. Holanda é o nome de duas das maiores províncias (Norte e Sul), por isso se passou a usar essa designação informal para este país. A Holanda está limitada a norte e a oeste com o Mar do Norte, a leste com a Alemanha e a sul com a Bélgica.
Embora Amsterdam seja a capital constitucional, Haia tem a sede do governo, a residência real e a maior parte das embaixadas.
O país é um dos mais densamente povoados do mundo. Os holandeses são conhecidos pelos seus diques, tulipas, moinhos, tamancos e sua tolerância social. Suas políticas liberais são frequentemente mencionadas e usadas como (bons ou maus) exemplos nos demais países.
O país é extremamente plano. Aproximadamente metade do território fica a menos de 1 metro acima do nível do mar, e boa parte das terras estão, de fato, abaixo do nível do mar. O ponto mais alto, Vaalserberg, na fronteira sudeste, localiza-se a uma altitude de 321 m. Muitas áreas baixas estão protegidas por diques e barragens. Partes dos Países Baixos, inclusive quase toda a moderna província da Flevolândia, foram conquistadas ao mar - estas áreas são conhecidas como polderes.”
Polderes são estruturas hidráulicas artificiais, uma das mais clássicas técnicas de drenagem para controle de enchentes em locais de baixa altitude próximas a rios, áreas ribeirinhas em geral, e o mar. O sistema é composto por diques (muros), reservatórios, dutos e bombas. Quando ocorrem chuvas de grande intensidade, especialmente no verão, os diques fazem o trabalho de isolamento das águas: o volume intenso de águas pluviais é coletado na vizinhança da estrutura, armazenado, e então lançado de volta ao rio após o período de pico de vazão.
Mapa da Holanda e seu meio de transporte predileto

Pois então minha estadia em Amsterdam terminou a beira do Canal Singel, localizado atrás do Palácio Real, sentada no chão, com os pés quase dentro das águas, comendo queijo “Gouda” harmonizado com o vinho “Fantini, Farnese” da cidade de Otona, Italia. Nem preciso dizer que fiquei com medo de cair na água, mas estava tão agradável que logo me acostumei.
Já era quase noite, o trânsito havia esmaecido e as bicicletas, cada vez mais, amarradas ao longo das pontes e paredes das ruas de Amsterdam. Uma visão tão bela quanto seu povo amável, educadíssimo e ao mesmo tempo levando a vida como ela deve ser – não estão nem ai para o que os outros dizem, se curtem por demais e isso é ótimo.
 Transito em Amsterdam
 "A Estação Central de Amsterdam foi aberta em 1889. A maior parte do complexo foi desenhada pelo arquiteto Pierre Cuypers e pelo arquiteto e engenheiro Dolf van Gendt.
Assim como muitos outros prédios de Amsterdam, a Estação Central ferroviária foi construída inicialmente sobre estacas de madeira, o que, inicialmente, causou afundamento. Mais de um século mais tarde, é uma das estações mais movimentadas e confiáveis da Holanda."
Estação Central
Leva-se um susto quando sai na rua pela primeira vez. O trânsito é completamente caótico aos olhos de turistas desavisadas como eu. Caótico é um termo pequeno demais para tamanha confusão. Só que eles se entendem e dirigem apressadamente com sua buzinas abrindo passagem. E se entendem. Tem sinaleira para tudo, ônibus, ciclistas, pedestres, carros, bondes... tudinho mesmo.

 Nossa evolução muito bem representada
 Muita organização

 O sinal

Quando menos se espera, você está em cima de uma linha de trem, na faixa exclusiva de bicicleta ou no cruzamento dos carros. Tudo isso porque tudo é quase igual, uma pequena saliência no chão marca divisões visíveis apenas para os nativos ou os que já estão lá há algum tempo.
meio de transporte

Os holandeses nascem e vivem em suas bicicletas, não há diferença entre começar a andar e aprender a pedalar, mais ou menos o que ocorre na Amazônia, só que lá seria “nadar e andar”. Me espantei de ver homens, mulheres, crianças e idosos pedalando com roupas normais, do dia a dia, sem capacete com toda habilidade e naturalidade. E o melhor, em outras ocasiões com terno e gravata e as mulheres chiquérrimas com seus saltos altos e correntes com cadeados nas mãos amarrando suas bicicletas. Isso é normal por lá.
 Um meio de transporte apenas...

“O Hotel fica na parte central da cidade, o que facilitava bastante a locomoção. O edifício foi originalmente usado por uma antiga empresa de comércio de Amsterdam ouro. A bela recepção e lobby foram uma vez um teatro, construído em 1908 em estilo Art Deco. O RHO Hotel está localizado no coração da cidade velha em uma rua tranquila, a poucos passos da histórica Praça do DAM, a praça central de Amsterdam, com o Palácio Real e a Igreja Nova. A Estação Central é de cerca de 5 minutos de distância.”
 Lobby do Hotel Rho
 Praça Dam e, ao fundo o Palácio Real
Rua do Hotel
Holanda é conhecida pelas tulipas, canais, moinhos, tamancos, museus, assim como pelo chocolate e queijo e pela tolerância social, ou seja, uma maravilha.

Então, só para deixar uns amigos com água na boca, olha só a bela foto tremida aí de baixo. A culpa não foi minha, uma vez que eu estou na foto, e sim do fotógrafo que deve ter ficado nervoso ao ter que tirar uma foto minha, é claro.
 Maluzinha atravessando a rua para visitar Van Gogh, uau!!!
 Amsterdam refletida no vidro do Museu Van Gogh
 Eu e os quadros somos originais

E tem também o prédio que foi a casa de Rembrandt, também visitei!

Nas horas vagas, ou seja, enquanto o lado cultural não estava me tomando muito o tempo, haviam passeios a ser realizados. Um deles, o Mercado das Flores. Pena que não é possível trazê-las no avião, nem as flores, nem os bulbos.

 Mercado das Flores

Localizado sobre uma margem do canal Singel, entre Koningsplein e Muntplein, existem cerca de vinte postos flutuantes onde se vendem as famosas tulipas, plantas, sementes, bulbos e uma variedade de lembranças de todos os tipos e valores – TODOS! Sendo que o principal são os bulbos das tulipas. Isso porque agora, no verão europeu não é época da flor. Imagina esse mercado com as tulipas em flor!

bulbos
Aliás, para além do Mercado das Flores, a cidade toda é florida, seja nas janelas, portas e portões, seja nos canteiros das ruas. Tem flor para todos os gostos e por todo lugar.

Os Canais de Amsterdam

 Barco casa, sempre com flores
 De dentro do barco
Outro passeio legal de fazer é um tour pelos principais canais da cidade. É Claro que vai sempre um guia orientando os turistas sobre que canal ou ponte se está passando, mas essa eu perdi, talvez devido a língua falada, quem sabe? O que sei é sobre os canais mais próximos de onde estava, o resto é pura pesquisa. Quanto ao passeio, é super aconselhável a todos.

 Olha só as bicicletas na ponte
 Os edifícios nas ruas dos canais
As casas barco, sempre floridas
” Desde que começaram a bombear água da terra, os holandeses constroem canais para viagem, irrigação e remoção de água. Os famosos canais de Amsterdam foram resultado do bom planejamento da cidade (para evitar que nossos amigos holandeses se afogassem) e servem como ruas adicionais para transporte. Leiden e Delft também foram projetadas levando em consideração o transporte pelos canais. Hoje em dia, não só há ônibus que trafegam pelas hidrovias dos canais como há também barcos que servem como restaurante, residência e vários outros tipos frequentando esses canais semicirculares. Os canais externos que cercam a cidade também tinham a vantagem de servir como uma espécie de fosso para proteção contra invasores.”

 As pontes, umas após as outras
 O canal
Dique com suas comportas

“Amsterdam foi criada com canais de círculos concêntricos voltados para a Baía de IJ no século XVII. Três canais foram projetados tendo em mente o desenvolvimento residencial. O quarto, mais externo, foi criado para defesa e para administrar o excesso de água. Essas hidrovias eram interconectadas por canais radiais, assumindo a forma de um ventilador. A construção foi feita do oeste para o leste, sendo que a área leste levou mais tempo para ser irrigada. Delft é formada em um retângulo com os canais formando uma grade. Java-eiland em Amsterdam é um bom lugar para ver mais da moderna tecnologia de canais.”

canais de Amsterdam
Depois disso tudo me vou para Portugal, pois, pois...

sábado, 13 de julho de 2013

Ubirici SC páscoa 2013

URUBICI/SC – Terra da Maçã e das Hortaliças- Feriado de Páscoa – março/2013

Ubirici, quer dizer “pássaro lustroso” na língua xoclengue, tribo que habitava a região.

Os xoclengue também são conhecidos por outros nomes, como: Bugres, Botocudos, Xokleng, Xokrén, Aweikoma, Xokrén, Kaingang de Santa Catarina, Aweikoma-Kaingang e fazem parte da família linguística Jê.
Estas denominações se devem à proximidade linguístico-cultural existente entre os Xokleng e os Kaingang.que também fazem parte da família linguística Jê.

Saímos na noite de quinta-feira, dormi durante quase todo o trajeto. Chegada por volta das 4horas, check-in, dormir mais um pouco, café, 11 horas - saída. Essa era a previsão. Mas... era Páscoa, feriado religioso e a cidade tem um turismo religioso além das belezas naturais. Então, lá pelas seis da manhã passa na frente da janela do quarto uma procissão com o padre vestido de branco e roxo e um chapéu legal, com megafone entre as mãos e o povo... e o povo atrás, rezando. No dia seguinte pensamos ser um sonho...  Pesquisei o assunto e olha só o que descobri sobre a roupa do padre, além do que não encontramos macela:

“A cor roxa é tradicionalmente a cor da Quaresma. Ela é usada nos paramentos dos padres, nas toalhas do altar, enfim, em tudo. A Igreja se despe das flores e usa roxo na decoração,
Pouca gente repara, mas a decoração da Igreja e os paramentos dos sacerdotes têm diferentes cores, usadas conforme a ocasião. Além do roxo da Quaresma, a Igreja costuma usar o vermelho, na Sexta-feira Santa e Domingo de Ramos, passando um sentido de martírio, da dor de Cristo e do fogo do Espírito Santo; o branco, no Domingo de Páscoa e Quinta-feira Santa, simbolizando a paz; e o verde nos dias comuns, durante o ano, passando uma ideia de esperança.
Entretanto, assim como no Natal, a cor rosa também pode ser adotada durante a Quaresma, mas só no quarto domingo, representando tristeza.Há tempos utilizava-se uma sexta cor nos paramentos, o preto, para velórios e cerimônias que lembrem morte ou perda, que saiu. Hoje, a cor adotada na ocasião também é a roxa.”
“A colheita da marcela é uma tradição que se repete ano a ano no período de Quaresma: na madrugada da Sexta-feira Santa, antes que surja o sol, muita gente ainda corre em busca de marcela – erva que dá origem a um saboroso chá com propriedades medicinais. O porquê da tradição, ninguém sabe. O que todo mundo sabe é que é preciso colher a marcela na madrugada da Sexta-feira Santa antes de amanhecer.”


O município de Urubici está situado no Vale do Rio Urubici, na Serra Catarinense. O rio Urubici é afluente do Rio Canoas que juntamente com o rio Pelotas forma o Rio Uruguai. Está a  158 km de Florianópolis e 454 km de Porto Alegre. É uma cidade pequena, com pouco mais de 10 mil habitantes. A área urbana está localizada num vale cercado de montanhas. A natureza do município é considerada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, pois faz parte da Reserva Mundial da Biosfera da Floresta Atlântica.


Nosso ônibus teve um probleminha de vazamento d’água, houve uma contratação de outro ônibus local, bem mais barulhento. E lá nos fomos. Após 7 Km chegamos a trilha que nos levaria ao Morro do Campestre. Passamos por várias propriedades, tínhamos passe livre para caminhar. Subimos até o cume do morro e conhecemos a falsa Pedra Furada, uma formação de arenito peculiar, a 1380 metros acima do nível do mar. 


subindo o morro

Os Altos da Serra do Campestre ficam a 8 km de distância e é um atrativo particular, dizem que é de fácil acesso, mas não é.  De cima do morro avista-se quase todo o vale do Rio Canoas
Durante todo o trajeto de uma trilha sempre me mantenho atenta para não cair, me machucar e estragar o passeio do pessoal. É a maior furada! Mas quando estamos, já na estrada, não é que caio? Doeu a beça, mas segui caminho.

Depois do almoço fomos ao Sitio das Sete Quedas
entrada do Sitio das Sete Quedas
O Aqüífero Guarani é o maior manancial de água doce subterrânea transfronteiriço do mundo. Está localizado na região centro-leste da América do Sul, entre 12º e 35º de latitude sul e entre 47º e 65º de longitude oeste e ocupa uma área de 1,2 milhões de Km², estendendo-se pelo Brasil , Paraguai, Uruguai e Argentina.

Sua maior ocorrência se dá em território brasileiro (2/3 da área total), abrangendo os Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

“O mais raro e ameaçado bioma do sul do Brasil, a Floresta com Araucária, é também o mais antigo. A araucária, árvore que é a principal componente do bioma, teve sua origem datada de 250 milhões de anos atrás, sendo contemporânea dos dinossauros. Considerada um fóssil vivo, a araucária domina um ecossistema que abriga 1.500 espécies botânicas como a canela-sassafrás, canjerana, canela-preta, imbuia e xaxim, além de centenas de espécies de animais como gralha-azul, lobo-guará, anta, onça-pintada e papagaio-do-peito-roxo. O ecossistema, cujo nome científico é Floresta Ombrófila Mista, faz parte da Mata Atlântica e ocupa áreas de planaltos e regiões de clima mais frio. Devido à qualidade da madeira, leve e sem falhas, a araucária, também chamada de pinheiro-do-Paraná, foi muito procurada por madeireiras a partir do século 20. Estima-se que, entre 1930 e 1990, foi a mais exportada do país. Hoje, é protegida para evitar sua extinção.”


pedra da Águia e as araucárias
Terra das Maçãs e da Cachoeira do Avencal
Inscrições rupestres

Sinais nas rochas, feitas por povos antigos em lugares considerados sagrados, com aproximadamente 4.000 anos.